Café beira rio 2
Leitor

Nossas pracinhas que em tempos pretéritos, nem tão pretéritos assim, eram pontos de encontros de famílias e ali se contavam as novidades e se previam o porvir. Nossas pracinhas que antes eram encontros de jovens paquerando, trocando olhares que diziam tudo o que o coração sentia e a boca não tinha coragem de falar, onde crianças brincavam com carrinhos de rolimã , de bola de gude, de mãos para o alto....

Nossas pracinhas hoje vivem outra realidade, esquecidas e abandonadas pelo poder público, as famílias desapareceram e logo quando a boca da noite sai pra engolir o sol e as pessoas na escuridão viram silhueta, ao longe despida, mirando no céu, algo muito estranho começa a acontecer: um fósforo se acende na escuridão e logo, outro e mais outro e mais um e aqueles jovens que antes vinham paquerar, trocar olhares com a mulher amada, não, não vem mais, descobriram outro prazer, e os foguinhos vão se multiplicando como vaga-lumes nas noites dos jardins. Triste destino foi reservado as nossas pracinhas de bairros.

Vital é comerciante em Jacobina