Leitor
Café beira rio 2

Já a algum tempo não ia a igreja. Fui hoje. A ocasião era a missa de sétimo dia de nossa Anizia. A sensação de estar naquele local é revigorante, como também o é quando vou a igreja evangélica. Para mim, a comunhão de tantas pessoas juntas, supera a ideologia de cada um sobre o que é certo ou errado com relação as liturgias. Nosso Deus é um só, pelo menos é como entendo. Na atualidade, vejo a ausência da crença em algo maior do que nós crescer assustadoramente. E com ela o aumento da violência. Hoje, "não temos tempo" para refletir sobre nossas ações, tampouco para falarmos com Deus, para quem acredita Nele, infelizmente. Na faculdade estudei ciência da religião. Tivemos uma visão geral da teoria da religião, com um pouquinho de aprofundamento na católica, tendo em vista que tratava-se da Universidade Católica de Brasília - UCB. Foi muito proveitoso. Mas não lembro de ter esta matéria na escola. O que vejo como uma necessidade hoje. Informo a todos que tramita no Supremo Tribunal Federal - STF, uma ação direta de inconstitucionalidade, proposta pelo Procurador Geral da República em que o tema em discussão é a natureza do ensino religioso nas escolas públicas. Existem, em princípio, duas posições sobre o tema. A primeira defende a possibilidade de que este ensino seja confessional e, consequentemente, ligado a uma determinada religião e ministrado por representantes desta religião, seja um padre, um pastor, etc. A posição contraposta é a de que o ensino religioso nas escolas públicas não pode ser confessional, não pode ser ligado a uma religião, deve ser um ensino de natureza histórica e de natureza doutrinária. Defendo a primeira posição no sentido de que todas as religiões possam adentrar no meio escolar. Principalmente, envolvendo as famílias dos alunos. E também defendo a posição do s alunos que não queiram participar de nenhuma aula, por não acreditarem em nenhuma delas. Estamos tão próximos e tão longe uns dos outros hoje, que o estudo de uma religião, seja qual for, pode nos tornar pessoas melhores. Como foi me dito por uma amiga hoje, foram sabias as palavras da Madre Teresa de Calcutá ao dizer "Veja você que, no final das contas, é entre você e Deus. Nunca foi entre você e as outras pessoas".

Alisson Fontes

Advogado

Ex-assessor do Núcleo de Saúde da Defensoria Pública do Distrito Federal

Assessor Jurídico voluntário na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais - APAE de Jacobina/Ba